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Entre as 11 e as 14 semanas de gravidez faz-se um dos exames mais aguardados, e também um dos que mais dúvidas levanta: a ecografia do 1.º trimestre, com o rastreio combinado. Muitas vezes, o resultado chega como uma fração, do tipo «1 em 1500», e é difícil perceber o que significa.
Este artigo explica o que é avaliado nesse momento, o que é a translucência nucal, como se calcula o risco e, sobretudo, como interpretar o resultado e o que acontece a seguir em cada cenário.
O rastreio combinado junta três tipos de informação num único cálculo de risco para as trissomias mais frequentes, as trissomias 21 (síndrome de Down), 18 e 13:
Mede-se a espessura de uma pequena camada de líquido na nuca do bebé, entre outros parâmetros avaliados na ecografia do 1.º trimestre.
Doseiam-se duas substâncias produzidas pela placenta, a PAPP-A e a fração livre da beta-hCG, através de análises clínicas feitas habitualmente entre as 9 e as 13 semanas.
Idade, peso, tempo exato de gravidez, gravidezes anteriores e outros fatores entram no cálculo e ajustam o risco final.
O rastreio não diagnostica. Estima uma probabilidade. Um resultado de baixo risco não garante que o bebé não tem uma alteração, e um resultado de alto risco não significa que a tenha.
Serve para decidir quem beneficia de exames adicionais.
A translucência nucal é o parâmetro mais conhecido, mas a ecografia do 1.º trimestre avalia muito mais:
O exame é habitualmente feito por via abdominal e dura cerca de 20 a 40 minutos. Por vezes é necessária uma via vaginal para obter melhores imagens. Não usa radiação.
A ecografia tem de ser feita numa janela de tempo curta, quando o bebé mede, do topo da cabeça às nádegas, entre cerca de 45 e 84 milímetros. Antes ou depois disso, a medição da translucência nucal deixa de ser fiável para o cálculo.
Por isso, a data é marcada em função do tempo de gravidez. Se já fez uma ecografia obstétrica precoce, essa medição ajuda a datar a gravidez e a escolher o melhor dia.
Um resultado de risco aumentado não é um diagnóstico. É o sinal de que vale a pena olhar com mais atenção.
O risco é apresentado como uma probabilidade. Um resultado de «1 em 2000» significa que, entre 2000 grávidas com o mesmo resultado, se espera que apenas uma tenha um bebé com a trissomia em causa. Quanto maior o número a seguir ao «1 em», menor o risco.
Com base nesse valor, o resultado é habitualmente classificado em três grupos. Os limites exatos variam com o protocolo usado, e é o médico que explica a que grupo pertence o seu caso.
A vigilância segue o plano habitual. A próxima ecografia importante é a ecografia morfológica do 2.º trimestre, entre as 20 e as 22 semanas.
Pode ser proposto um teste de DNA fetal no sangue materno, que tem uma capacidade de deteção muito superior à do rastreio combinado e não tem qualquer risco para a gravidez.
São discutidas as opções: o teste de DNA fetal ou um teste diagnóstico, a biópsia das vilosidades coriónicas ou a amniocentese, que confirmam ou excluem a alteração mas têm um pequeno risco associado.
Uma translucência nucal claramente aumentada, acima de cerca de 3,5 mm, justifica avaliação adicional, independentemente do risco calculado. Além das alterações cromossómicas, pode associar-se a alterações cardíacas, por isso costuma ser recomendada uma ecocardiografia fetal mais tarde.
Na maioria dos bebés com translucência aumentada e estudo complementar normal, a gravidez decorre sem problemas.
São muitas vezes confundidos, mas têm papéis diferentes:
O 1.º trimestre traz muitos sintomas normais, como náuseas, cansaço ou um ligeiro desconforto abdominal. Alguns sinais, no entanto, justificam avaliação no próprio dia.
Não. É recomendado a todas as grávidas, mas a decisão de o fazer é sempre da grávida, depois de informada. A ecografia do 1.º trimestre, mesmo sem o cálculo de risco, tem informação essencial para o resto da gravidez.
Não é necessário jejum. Indicações sobre a bexiga podem variar, e são dadas na marcação. A análise ao sangue também não exige jejum, na maioria dos laboratórios.
Na ecografia das 12 semanas, a observação do sexo ainda não é fiável. O teste de DNA fetal permite sabê-lo com segurança, se a grávida o desejar.
Não. A ecografia do 2.º trimestre avalia a anatomia do bebé com muito mais detalhe e deteta alterações que não estão relacionadas com as trissomias.
Sim. O relatório da ecografia e o resultado do rastreio seguem consigo e devem ser levados às consultas seguintes, onde quer que seja seguida.
O rastreio do 1.º trimestre combina ecografia, análise ao sangue e dados da grávida para estimar o risco das principais trissomias. Na grande maioria das gravidezes o resultado é de baixo risco e a vigilância segue o seu curso normal.
Quando o risco é mais alto, existem hoje testes muito precisos para esclarecer a dúvida. Em qualquer cenário, a conversa com o médico sobre o significado do resultado é tão importante como o número em si.
Marque a sua ecografia do 1.º trimestre na Aeger Prima, junto à Avenida da Liberdade, com ginecologistas-obstetras experientes. O resultado é explicado em detalhe, para que saiba exatamente o que significa e quais são os próximos passos. Saiba mais sobre o exame.
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Texto informativo. Não substitui avaliação médica individual. Os limites de risco e as opções de seguimento são sempre discutidos com o médico que acompanha a gravidez.