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A vasectomia é um dos métodos contracetivos mais eficazes que existem, e um dos procedimentos mais simples da urologia. Ainda assim, continua rodeada de receios: que afete a vida sexual, que mude as hormonas, que doa muito ou que funcione logo no dia seguinte.
A maior parte destes receios não tem fundamento, mas um deles, a ideia de que o efeito é imediato, pode levar a uma gravidez inesperada. Este artigo explica o que muda e o que não muda depois de uma vasectomia, como é a recuperação e quando é seguro deixar outros métodos contracetivos.
Os espermatozoides são produzidos nos testículos e percorrem dois canais, os canais deferentes, até se juntarem ao líquido seminal. Na vasectomia, esses dois canais são interrompidos através de uma pequena abertura na pele do escroto.
O procedimento é feito em ambulatório, com anestesia local, e demora habitualmente entre 20 e 30 minutos. O doente vai para casa no próprio dia.
A vasectomia não mexe nos testículos nem na produção de hormonas. Apenas impede que os espermatozoides cheguem ao sémen.
Tudo o resto continua a funcionar como antes.
A produção de testosterona acontece nos testículos e é libertada diretamente no sangue. Não passa pelos canais deferentes, por isso não é afetada.
Dependem de nervos, vasos sanguíneos e hormonas, nenhum dos quais é tocado no procedimento. A libido e a função erétil mantêm-se.
Os espermatozoides representam uma parte mínima do volume do sémen. A quantidade, o aspeto e a sensação da ejaculação continuam praticamente iguais.
A vasectomia não protege contra infeções sexualmente transmissíveis. Quando esse risco existe, o preservativo continua a ser necessário.
O erro mais comum não é sobre a vida sexual. É deixar o contracetivo antes de o espermograma confirmar que já não há espermatozoides.
Depois da vasectomia continuam a existir espermatozoides nos canais, acima do ponto interrompido. São eliminados gradualmente ao longo das ejaculações seguintes, o que demora várias semanas.
Por isso, é preciso manter outro método contracetivo até um espermograma confirmar que o sémen já não tem espermatozoides. Este exame faz-se habitualmente cerca de 8 a 12 semanas depois do procedimento e após um número mínimo de ejaculações, indicado pelo urologista. Pode ser feito através das análises clínicas.
Não existe um número de semanas que, por si só, garanta a eficácia.
A decisão de deixar o outro método baseia-se sempre no resultado do espermograma, nunca apenas no tempo que passou.
É normal sentir algum desconforto, um ligeiro inchaço ou uma pequena nódoa negra no escroto nos primeiros dias. Controla-se habitualmente com analgésicos comuns, frio local e roupa interior de suporte.
O espermograma de confirmação faz-se às 8 a 12 semanas. São valores indicativos e variam com cada caso e com o tipo de trabalho. Siga sempre as indicações do urologista.
A vasectomia deve ser encarada como permanente. Existe uma cirurgia de reversão, mas é mais complexa do que a vasectomia e o seu sucesso não é garantido, diminuindo com o tempo que passou desde o procedimento.
Por isso, a consulta prévia com o urologista serve também para confirmar que a decisão está tomada de forma consciente. Algumas questões que vale a pena pensar antes:
Para casais que já decidiram não ter mais filhos, a vasectomia é muitas vezes uma alternativa mais simples do que a laqueação de trompas.
É feita com anestesia local, não implica entrar na cavidade abdominal e tem uma recuperação mais rápida.
Algum desconforto e um ligeiro inchaço são esperados. Estes sinais, no entanto, justificam avaliação rápida.
Raramente, algumas pessoas mantêm um desconforto testicular persistente durante meses. Se isso acontecer, deve ser avaliado na consulta de urologia.
A anestesia local é a parte mais desconfortável, durante alguns segundos. Durante o procedimento pode sentir-se tração ou pressão, mas não dor. Nos dias seguintes, o desconforto costuma ser ligeiro.
Depois de o espermograma confirmar a ausência de espermatozoides, é um dos métodos contracetivos mais eficazes que existem, com uma taxa de falha muito baixa.
Os estudos mais robustos não mostram uma relação causal entre a vasectomia e o cancro da próstata. As recomendações de vigilância da próstata são as mesmas, com ou sem vasectomia.
Não existe obrigação de ter filhos. O procedimento destina-se a homens adultos que tomaram uma decisão informada, e essa decisão é sempre discutida individualmente com o urologista.
Sim. Quem quiser manter uma possibilidade futura de ter filhos pode criopreservar sémen antes do procedimento. É uma opção a discutir na consulta.
A vasectomia interrompe apenas a passagem dos espermatozoides: hormonas, ereção, desejo e ejaculação mantêm-se. A recuperação é rápida, e a maioria dos homens retoma a rotina em poucos dias.
O que exige mais atenção não é a cirurgia, é o depois: manter outro método contracetivo até o espermograma confirmar o resultado, e tomar a decisão sabendo que é para ser definitiva.
Se está a considerar uma vasectomia, marque uma consulta de urologia na Aeger Prima, junto à Avenida da Liberdade. A consulta esclarece todas as dúvidas, avalia o seu caso e planeia o procedimento. Saiba mais sobre a vasectomia.
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Texto informativo. Não substitui avaliação médica individual.