Esfincterotomia com ou sem fissurectomia
Um procedimento de cirurgia geral dirigido ao tratamento de fissuras anais crónicas, indicado quando os tratamentos conservadores não são suficientes. Proporciona alívio duradouro e promove uma cicatrização adequada.
O que é uma fissura anal crónica
São lacerações dolorosas no canal anal que podem causar desconforto e hemorragia significativos.
Quando persistem apesar de tratamentos conservadores — pomadas, ajustes na dieta e nos hábitos intestinais — exigem frequentemente intervenção cirúrgica para cicatrizar.
Adiar o tratamento pode prolongar a dor e aumentar o risco de complicações, como infeção ou formação de abcessos.
Sinais de que pode ter uma fissura anal
- ✓Dor intensa durante ou após as dejeções
- ✓Sangue vivo nas fezes ou no papel higiénico
- ✓Sensação de ardor ou espasmo na zona anal
- ✓Fissura ou pequena laceração visível na região
- ✓Desconforto persistente que não melhora com tratamentos tópicos
- ✓Sintomas recorrentes apesar de mudanças na dieta ou hábitos intestinais
Não é preciso esperar que a dor se torne insuportável para procurar avaliação.
Se reconhece um ou mais destes sinais, especialmente se persistentes, uma consulta de cirurgia geral pode esclarecer a causa e o tratamento mais indicado.
Como é feita a esfincterotomia
Sob anestesia local ou geral, o cirurgião faz uma pequena incisão no esfíncter anal, reduzindo a tensão muscular e melhorando o fluxo sanguíneo na zona — o que facilita a cicatrização da fissura.
Quando necessário, a própria fissura pode ser removida (fissurectomia).
Por ser um procedimento minimamente invasivo, apresenta uma elevada taxa de sucesso, com recuperação rápida e desconforto reduzido.
A fissurectomia é indicada quando a fissura tem tecido cicatricial ou bordos irregulares que dificultam a cicatrização apenas com a redução da tensão muscular.
Benefícios do tratamento cirúrgico
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Alívio da dor — resolve rapidamente o desconforto associado às fissuras.
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Melhoria da cicatrização — promove a recuperação, melhorando o fluxo sanguíneo na área.
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Abordagem minimamente invasiva — recuperação mais rápida, com o mínimo de perturbação.
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Resultados a longo prazo — reduz o risco de recorrência ou de complicações adicionais.
O que é avaliado antes do procedimento
Gravidade da fissura
Avaliação da profundidade e cronicidade da lesão.
Tensão muscular
Determinação do nível de tensão do esfíncter que contribui para a fissura.
Potencial de cicatrização
Avaliação da capacidade de recuperação da zona após o procedimento.
Acompanhamento do tratamento
Monitorização para garantir a resolução completa e o conforto do doente.
Questões comuns sobre este procedimento
A esfincterotomia é dolorosa?+
É realizada sob anestesia local ou geral, pelo que não há dor durante o procedimento. No pós-operatório é normal algum desconforto, geralmente muito menor do que o causado pela fissura crónica.
Quanto tempo demora a recuperação?+
Por ser um procedimento minimamente invasivo, a recuperação é geralmente rápida, com melhoria significativa dos sintomas em poucos dias e retorno gradual às atividades habituais.
A esfincterotomia pode afetar o controlo intestinal?+
É um procedimento cuidadosamente calibrado para reduzir a tensão do esfíncter sem comprometer a função de continência, sendo esse equilíbrio parte essencial da avaliação cirúrgica.
Quando é necessária a fissurectomia além da esfincterotomia?+
A fissurectomia é indicada quando a fissura tem tecido cicatricial ou bordos irregulares que dificultam a cicatrização apenas com a redução da tensão muscular.
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