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Tratamento por histeroscopia

Melhorar a saúde reprodutiva

A histeroscopia é um procedimento ginecológico minimamente invasivo que permite visualizar diretamente o interior do útero, recorrendo a um instrumento fino e iluminado, o histeroscópio, introduzido através da vagina e do colo do útero. É utilizada tanto para fins diagnósticos como terapêuticos, sendo atualmente uma das ferramentas mais precisas e seguras disponíveis na ginecologia moderna.

O que é a histeroscopia e quando é indicada?

A histeroscopia permite examinar a cavidade uterina com grande detalhe, identificando alterações que não são visíveis através de exames de imagem convencionais, como a ecografia. É indicada em situações como:

  • Hemorragias uterinas anormais — menstruações irregulares, muito abundantes, hemorragia pós-menopausa ou spotting entre ciclos
  • Pólipos e miomas uterinos — estruturas benignas que podem causar sintomas e afetar a fertilidade
  • Aderências intrauterinas (Síndrome de Asherman) — tecido cicatricial no interior do útero
  • Malformações uterinas congénitas — útero septado ou outras anomalias estruturais
  • Infertilidade ou abortos de repetição — investigação de fatores uterinos que possam estar a comprometer a gravidez
  • Controlo após tratamentos anteriores — verificação da eficácia de procedimentos ou intervenções prévias

A histeroscopia pode ser diagnóstica — quando o objetivo é observar e avaliar — ou operatória, quando é possível tratar a causa identificada na mesma intervenção, evitando uma segunda cirurgia.

Como é realizado o procedimento na Clínica AEGER Prima?

O procedimento é realizado em ambiente clínico, sob anestesia local, regional ou geral, consoante a complexidade do caso e a preferência da paciente. O histeroscópio é introduzido cuidadosamente através da vagina e do colo do útero até à cavidade uterina, que é levemente distendida com soro fisiológico ou gás para melhorar a visibilidade.

A médica examina a totalidade da cavidade uterina e, quando necessário, procede ao tratamento, como remoção de pólipos, miomas submucosos ou aderências, no mesmo momento. A duração do procedimento varia habitualmente entre 20 a 60 minutos, dependendo da complexidade. Na maioria dos casos, a paciente pode regressar a casa no próprio dia.

Antes do procedimento, é realizada uma consulta de avaliação onde a ginecologista analisa o historial clínico, os sintomas e os exames anteriores da paciente, definindo o plano mais adequado a cada situação.

Quais são os benefícios da histeroscopia?

Diagnóstico preciso e direto:

  • Permite visualizar a cavidade uterina em tempo real, identificando alterações que outros exames podem não detetar com a mesma clareza.

Diagnóstico e tratamento na mesma intervenção:

  •  Em muitos casos, é possível tratar a causa identificada sem necessidade de uma segunda cirurgia.

Minimamente invasiva:

  • Não requer incisões externas, reduzindo o risco de complicações e o tempo de recuperação.

Recuperação rápida:

  • A maioria das pacientes retoma as atividades habituais em poucos dias.

Melhoria da saúde reprodutiva:

  • A resolução de alterações uterinas pode aumentar significativamente as probabilidades de gravidez em mulheres com infertilidade ou abortos de repetição.

Alívio de sintomas:

  • Hemorragias abundantes, dor pélvica e outras queixas associadas a alterações uterinas podem melhorar consideravelmente após o tratamento.

O que é avaliado durante a histeroscopia?

01. Hemorragia uterina anormal

A médica avalia a causa de hemorragias menstruais irregulares, abundantes ou prolongadas, hemorragia pós-menopausa ou perdas de sangue fora do período menstrual, identificando a origem do problema com precisão.

02. Anomalias uterinas

São avaliadas a presença de pólipos, miomas submucosos, aderências intrauterinas ou malformações congénitas que possam estar a causar sintomas ou a afetar a fertilidade.

03. Fatores de infertilidade e abortos de repetição

Investiga potenciais causas uterinas que possam estar a comprometer a implantação do embrião ou a manutenção da gravidez, contribuindo para um plano terapêutico mais direcionado.

04. Seguimento pós-procedimento

Após a histeroscopia, a ginecologista discute com a paciente os resultados obtidos, os tratamentos realizados e as recomendações para a recuperação, bem como o plano de acompanhamento a longo prazo.

Perguntas Frequentes sobre Histeroscopia em Lisboa

A histeroscopia é dolorosa?

O grau de desconforto varia de paciente para paciente e depende do tipo de anestesia utilizada. Com anestesia local, algumas pacientes podem sentir cólicas ligeiras durante o procedimento, semelhantes às de uma menstruação intensa. Com anestesia geral ou sedação, o procedimento decorre sem qualquer desconforto. A médica escolherá a opção mais adequada a cada caso.

Quanto tempo dura a recuperação?

A histeroscopia diagnóstica tem uma recuperação muito rápida, a maioria das pacientes retoma as atividades normais no dia seguinte. Após histeroscopia operatória, pode ser necessário repouso de 1 a 3 dias. É normal sentir algum desconforto pélvico ligeiro e perdas rosadas nas primeiras 24 a 48 horas após o procedimento.

Quando pode retomar a atividade sexual após a histeroscopia?

Recomenda-se evitar relações sexuais durante 1 a 2 semanas após o procedimento, ou conforme indicação específica da ginecologista. Este período é necessário para garantir a cicatrização adequada do colo do útero e da cavidade uterina.

A histeroscopia pode melhorar as chances de engravidar?

Em casos em que a infertilidade está relacionada com fatores uterinos, como pólipos, aderências ou malformações, a histeroscopia pode contribuir para melhorar as condições do útero e, consequentemente, aumentar as probabilidades de gravidez. Os resultados dependem sempre de cada caso clínico específico, pelo que a médica discutirá as expectativas realistas em consulta.

Existem riscos associados à histeroscopia?

A histeroscopia é considerada um procedimento seguro. Complicações são raras e podem incluir infeção, hemorragia ligeira ou, em casos muito excecionais, perfuração uterina. O risco é significativamente reduzido quando o procedimento é realizado por um especialista experiente em ambiente clínico adequado.

Preciso de preparação especial antes da histeroscopia?

Em alguns casos, a médica pode recomendar que o procedimento seja realizado numa determinada fase do ciclo menstrual, para melhor visualização da cavidade uterina. Poderá também ser solicitada a realização de análises ou exames prévios. Todas as indicações específicas serão fornecidas na consulta de avaliação.

O que é avaliado durante o tratamento por histeroscopia?

01.

Hemorragia anormal:

Avalia a causa de hemorragias menstruais irregulares ou abundantes, hemorragias pós-menopáusicas ou spotting.

02.

Anomalias uterinas:

Avalia a presença de pólipos, fibróides, aderências ou anomalias congénitas no útero.

03.

Preocupações com a fertilidade:

Investiga potenciais factores uterinos que contribuem para a infertilidade ou abortos recorrentes.

04.

Expectativas pós-procedimento:

Discute as conclusões e os resultados do tratamento, bem como aborda quaisquer questões sobre a recuperação e os resultados a longo prazo.

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