CRIPTORQUIDIA

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testículo que não desceu

Situação em que um ou ambos os testículos não se encontram na posição habitual dentro da bolsa escrotal. A avaliação permite distinguir a criptorquidia de outras situações, como o testículo retrátil, e estabelecer a orientação adequada.

Um dos lados da bolsa escrotal parece vazio?

Pode não causar dor — e, mesmo assim, deve ser avaliado cedo.

Depois dos 6 meses de idade corrigida, a descida espontânea torna-se improvável.

Quando a descida não termina

Durante a gravidez, cada testículo forma-se no abdómen e percorre um caminho até ao escroto.

01

ABDÓMEN
onde se forma

02

VIRILHA
onde pode parar

03

ESCROTO
destino habitual

PALPÁVEL
Pode sentir-se na virilha
É a situação mais frequente.

NÃO PALPÁVEL
Não é possível senti-lo ao toque
Isso não significa automaticamente que esteja no abdómen.

AOS 6 MESES DE IDADE CORRIGIDA
Se ainda não desceu, é pouco provável que desça espontaneamente.
Não resulta de nada que os pais tenham feito.

Retrátil não é o mesmo que não descido

RETRÁTIL

Sobe temporariamente, mas pode ser levado suavemente ao escroto e aí permanece algum tempo.

Habitualmente não precisa de cirurgia. Deve ser reavaliado todos os anos até à puberdade.

NÃO DESCIDO

Não completou a descida e não chega — ou não permanece — no escroto durante o exame.

Se persistir depois dos 6 meses, deve ser planeado o tratamento.

ASCENDENTE

Estava anteriormente no escroto, mas deixou de lá permanecer. Também precisa de avaliação especializada.

ANTES DA CONSULTA

A ecografia não é habitualmente necessária e não deve atrasar a avaliação especializada.

Não tente puxar ou forçar o testículo para o escroto em casa.

O tempo da decisão importa

A correção atempada procura proteger o desenvolvimento do testículo e facilitar o acompanhamento futuro.

01

NASCIMENTO E PRIMEIROS MESES

Observar a descida e confirmar a posição no exame clínico.

02

6 MESES · IDADE CORRIGIDA

Se não desceu, a descida espontânea posterior é improvável. A avaliação por Cirurgia Pediátrica não deve ser adiada.

03

6–12 MESES

Janela ideal para realizar a orquidopexia quando indicada.

04

ATÉ AOS 18 MESES

Idealmente, o tratamento deve estar concluído. Se o diagnóstico for mais tarde, não adiar avaliação nem tratamento.

Se um testículo que estava no escroto deixa de lá permanecer, deve ser avaliado assim que a alteração seja notada.

Se a cirurgia for indicada

SE FOR PALPÁVEL

Pequenas incisões

Habitualmente na virilha e no escroto; nos testículos mais baixos, pode bastar uma via escrotal.

SE FOR NÃO PALPÁVEL

Pode precisar de laparoscopia

Após novo exame sob anestesia, pode localizá-lo e definir a abordagem. Alguns testículos intra-abdominais altos precisam de duas etapas.

45–60 min

cirurgia unilateral simples

Próprio dia

alta habitual

5–7 dias

regresso habitual à escola

3–4 semanas

sem bicicleta, educação física ou desporto

O QUE O TRATAMENTO PROCURA

Favorecer o crescimento e preservar, tanto quanto possível, o potencial de função e fertilidade, facilitando a vigilância futura.

Tempos aproximados. Variam consoante a localização, um ou ambos os lados e a necessidade de laparoscopia ou cirurgia por etapas. A permanência total na clínica é mais longa.

Acompanhar — e agir perante dor

A criptorquidia sem sintomas não costuma ser uma urgência. A dor súbita muda essa regra.

DEPOIS DO TRATAMENTO

O seguimento confirma a posição e o crescimento. Na adolescência, mantém-se a atenção à saúde testicular — mesmo depois de uma correção bem-sucedida.

PROCURE AVALIAÇÃO URGENTE PERANTE
  • ●
    Dor súbita na virilha, no abdómen ou no escroto
  • ●
    Caroço ou inchaço doloroso na virilha, vermelho ou endurecido
  • ●
    Dor acompanhada de vómitos ou mal-estar marcado

Uma torção testicular é uma urgência.

APÓS A CIRURGIA

Contacte a equipa perante febre, vermelhidão crescente, secreção, hemorragia persistente, inchaço importante ou dor não controlada.

Se nenhum dos testículos for palpável num recém-nascido, é necessária avaliação especializada prioritária.

o que é avaliado no tratamento

01.

condições patológicas:

Se o doente tem dificuldade  recorrentes ou outras condições clínicas que possam justificar a cirurgia.

02.

Higiene e conforto:

O médico avaliará o nível de conforto do doente, tendo em conta a sua higiene e as potenciais complicações causadas pela no presença do testículo.

03.

Razões estéticas:

O médico discutirá as expectativas e os benefícios do procedimento.

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