SINUS PILONIDAL NO ADOLESCENTE

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SAÚDE E CONFORTO ADOLESCENTE

Alteração localizada habitualmente na região entre as nádegas, junto ao cóccix, que pode provocar dor, inflamação ou saída de secreções. O tratamento é adaptado à apresentação e à evolução da doença.

Um pequeno alto ou orifício no topo da prega entre as nádegas? 

Pode ser doença pilonidal — também conhecida como quisto pilonidal.

Frecuente sobretudo na adolescência. É tratável e não deve ser motivo de constrangimento.

Como se forma debaixo da pele

Pelos soltos podem penetrar na pele da prega e desencadear inflamação. Não é um quisto congénito.

01

O pelo entra

A fricção e a pressão favorecem a entrada de pelos soltos na pele.

02

Forma-se uma cavidade

O organismo reage e podem surgir pequenos orifícios ou trajetos sob a pele.

03

Pode inflamar

A cavidade pode causar dor, drenar líquido ou transformar-se num abcesso.

CORTE LATERAL

A cavidade fica entre a pele e os planos profundos. Um pequeno pelo pode ser visível à superfície.

PELE

CAVIDADE + PELOS

OSSO

IMPORTANTE

Não é contagioso e não significa falta de higiene. A anatomia da prega, os pelos, a fricção e a pressão também contribuem.

Nem sempre começa com dor

O exame distingue um pequeno orifício sem inflamação de doença sintomática ou de um abcesso.

01

SEM SINTOMAS

Pequenos orifícios, sem dor nem secreção

Habitualmente vigiar, cuidar da região e controlar os pelos — não operar preventivamente.

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DOENÇA SINTOMÁTICA

Dor ao sentar, alto ou saída de líquido

Pode haver vermelhidão, pus ou sangue, por vezes com odor. Deve ser avaliado em consulta.

03

POSSÍVEL ABCESSO

Alto muito doloroso, vermelho ou quente

Pode aumentar rapidamente e causar febre. Precisa de observação rápida e, habitualmente, drenagem.

O diagnóstico é habitualmente clínico. Exames de imagem não são necessários na maioria dos casos.

Controlar os pelos faz parte do tratamento

A depilação laser reduz os pelos de forma duradoura e diminui a probabilidade de novos pelos penetrarem na pele.

QUANDO NÃO HÁ INFEÇÃO AGUDA

O diagnóstico é habitualmente clínico. Exames de imagem não são necessários na maioria dos casos.

01

COMEÇAR CEDO

Integrar o laser e os cuidados locais no plano desde a avaliação inicial.

02

REAVALIAR

Observar sintomas, drenagem e resposta antes de decidir uma cirurgia eletiva.

03

MANTER

Continuar o controlo dos pelos depois da cicatrização, conforme orientação.

PODE SER SUFICIENTE

Em casos selecionados sem abcesso, os cuidados locais e a depilação laser podem controlar a doença e evitar cirurgia.

PODE ACOMPANHAR A CIRURGIA

Quando clinicamente possível, pode começar antes do tratamento eletivo e continuar após a cicatrização.

ABCESSO DOLOROSO?

A drenagem tem prioridade. A depilação não deve atrasar o tratamento da fase aguda.

Se for preciso operar

Pode ser recomendado perante dor ou drenagem persistentes, episódios repetidos, ferida que não cicatriza ou doença extensa.

EXCISÃO +
Cicatrização aberta

Remove-se a doença e a ferida cicatriza progressivamente, com pensos regulares.

≈ 30–60 min

EXCISÃO +
Encerramento direto

A ferida é encerrada no mesmo procedimento, quando a extensão e a anatomia o permitem.

≈ 30–60 min

EXCISÃO +
Retalho

A reconstrução desloca o encerramento da prega; útil em doença extensa ou recorrente.

≈ 60–90 min

O QUE ESPERAR

ANESTESIA

Habitualmente geral

ALTA

Geralmente no próprio dia

ESCOLA

Frequentemente 1–2 semanas

CICATRIZAÇÃO

Ferida encerrada: habitualmente 2–4 semanas · Ferida aberta: frequentemente 6–12 semanas

Desporto, bicicleta e natação: retomar apenas com indicação da equipa.

Tempos aproximados: variam com a extensão, a técnica, a evolução da ferida e o conforto ao sentar. O tempo total na clínica é superior ao da cirurgia.

Evitar a recorrência também faz parte do tratamento

A cirurgia trata o que já se formou; o controlo duradouro dos pelos reduz um dos principais mecanismos que pode fazê-lo voltar.

01

PELOS

Manter o programa de depilação laser indicado para reduzir a entrada de novos pelos na prega.

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FERIDA

Cumprir os pensos e manter a região limpa e seca de acordo com a orientação clínica.

03

REAVALIAÇÃO

Acompanhar até à cicatrização completa e comunicar novos sintomas precocemente.

PROCURE AVALIAÇÃO RAPIDAMENTE SE SURGIR

  • ●
    Dor ou inchaço que aumentam rapidamente
  • ●
    Febre ou mal-estar
  • ●
    Pele muito vermelha ou quente
  • ●
    Pus, sangue ou mau cheiro

Não espremer, furar ou tentar drenar em casa.

Notou um orifício, um alto ou corrimento repetido?

Marque uma Consulta de Cirurgia Pediátrica

o que é avaliado no tratamento

01.

condições patológicas:

Se o doente tem infecções recorrentes ou outras condições clínicas que possam justificar a cirurgia.

02.

Higiene e conforto:

O médico avaliará o nível de conforto do doente, tendo em conta a sua higiene e as potenciais complicações.

03.

Razões estéticas:

O médico discutirá as expectativas e os benefícios do procedimento.

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